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Qual a diferença entre Transtorno Afetivo Bipolar e Transtorno de Personalidade Borderline? - Dr. Aníbal Okamoto

Qual a diferença entre Transtorno Afetivo Bipolar e Transtorno de Personalidade Borderline?

Escrito por Doutor Anibal em 1 de setembro de 2020

Afinal, Qual a diferença entre Transtorno Afetivo Bipolar e Transtorno de Personalidade Borderline?

Essa é uma pergunta muito importante, e frequentemente, difícil de ser respondida. A diferença entre Transtorno Afetivo Bipolar e Transtorno de Personalidade Borderline é complexa, sobretudo em uma única consulta ou atendimento.

No entanto, o acompanhamento é fundamental porque a evolução dos sintomas costuma ser bastante distinta entre os dois tipos de transtorno.

Se você estiver buscando saber mais sobre a diferença entre Transtorno Afetivo Bipolar e Transtorno de Personalidade Borderline, continue lendo para saber tudo sobre o assinto.

Leia também: terapia para Borderline funciona? Onde encontrar em Brasília?

Qual a diferença entre Transtorno Afetivo Bipolar e Transtorno de Personalidade Borderline?

É possível que uma pessoa tenha os dois diagnósticos simultaneamente, mas esse fenômeno é raro.

Entretanto, as características são particulares de cada transtorno, e a análise pormenorizada, é que vai permitir fazer o diagnóstico correto.

Se você está se perguntando: Como saber se eu sou bipolar ou borderline, esse texto foi escrito para você.

De fato, as informações abaixo vão te dar um pouco mais de clareza sobre a questão. Agora, se você está lendo para entender melhor o problema de um familiar ou amigo, os pontos levantados certamente vão te ajudar.

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1. Alterações de HUMOR e Instabilidade EMOCIONAL

No transtorno afetivo bipolar, a pessoa costuma ter períodos de humor eufórico (muito feliz), alternados com fases depressivas e outras de humor nem muito elevado ou diminuído.

Os episódios de humor eufórico são chamados de “mania”. Costumam durar pelo menos 4 dias, podendo chegar a semanas ou meses, mas também trazem prejuízos ao indivíduo e seus familiares.

A pessoa apresenta grande energia, excesso de autoconfiança, expansividade e pouca necessidade de sono. É comum que comece diversos projetos, compromissos e atividades, às vezes, mais do que consegue executar.

Outros comportamentos incluem gastos e compras excessivas, inquietação física e apetite sexual aumentado. Do mesmo modo, a pessoa pode se vestir de forma exageradamente chamativa ou extravagante.

Também é comum falar muito e rápido, chegando ao ponto de misturar diversos assuntos e não conseguir manter um diálogo organizado.

Além disso, há também um humor normal ou deprimido, onde a pessoa geralmente age de modo muito diferente.

No Transtorno de Personalidade Borderline, em geral, o humor se mantém deprimido.

Sintomas

Os sintomas depressivos costumam ser persistentes. A pessoa se sente triste quase que todo dia. Pensamentos negativos e sombrios são frequentes, culminando até em ideias de se machucar, se cortar ou de cometer suicídio.

Essas pessoas não apresentam fases com o humor eufórico, como descrito acima. Elas podem ter mudanças bruscas em suas emoções, passando da alegria para a tristeza, medo e raiva intensa.

Mas isso ocorre em um mesmo dia, até mais de uma vez. Há uma instabilidade emocional, pois são as emoções são sentidas com intensidade máxima e oscilam em excesso.

O humor, como falado anteriormente, costuma ser deprimido, especialmente quando elas estão enfrentando mudanças ou situações difíceis.

Em outras palavras, no Transtorno Bipolar ocorrem fases com humor eufórico (mania), humor normal e humor deprimido que duram alguns dias, a semanas.

A mudança de uma fase para a outra leva mais tempo, os sintomas são mais estáveis. No Transtorno Borderline, o humor costuma ser deprimido e as emoções muito instáveis, mudando várias vezes por dia.

A pessoa pode acordar feliz, ficar triste, depois com raiva intensa, medo, passar várias horas assim e depois ir dormir mais tranquila.

2. Impulsividade Marcante

A impulsividade é um ponto importantíssimo nessa diferenciação. Apesar de acontecer em vários transtornos psiquiátricos (dependência química, TDAH, cleptomania, bulimia, piromania, etc) e poder ocorrer na fase maníaca dos pacientes com transtorno bipolar, é muito mais comum em pacientes com transtorno de personalidade borderline.

A maioria deles vai apresentar algum problema relacionado à dificuldade de controlar os impulsos. Esse é um ponto crucial de análise.

A impulsividade pode ser definida como a falha, ou grande dificuldade, em resistir a uma “tentação” ou desejo, mesmo sabendo que é perigoso ou moralmente errado.

Ou seja, os pacientes com Transtorno Borderline, geralmente, têm sintomas importantes de impulsividade. Alguns exemplos incluem “explosões de raiva”, se envolver em conflitos, mentir, roubar, ter comportamentos sexuais de risco, arrancar os cabelos (tricotilomania), se coçar ou se arranhar (skin-picking), apostar, se envolver em situações de risco.

Resumindo, essa impulsividade costuma ser constante.

Os bipolares podem até apresentar alguns desses comportamentos, como gastar excessivamente ou ficarem hiper sexualizados, mas em geral isso acontece no período de mania. Com humor normal ou em depressão, isso é mais incomum.

3. Sensação Crônica de Vazio e Problemas com Identidade e Autoimagem

Os indivíduos com Transtorno de Personalidade Borderline também relatam uma sensação angustiante e persistente de vazio.

Muitas vezes, após sentirem várias emoções por horas, podem se deparar com esse sentimento de vazio, de ausência, que chega a ser mais doloroso que as emoções ruins, conforme alguns relatos.

A dificuldade com a Identidade e Autoimagem também é uma fonte de sofrimento importante. Quando perguntados, frequentemente tem dificuldade de dizer quem são, o que querem e de construir metas e objetivos de longo prazo.

As pessoas com transtorno bipolar não costumam se queixar de sintomas parecidos. Pode haver a sensação de vazio, ou de tristeza, nos episódios depressivos.

Mas mesmo na fase depressiva, outros sintomas como cansaço e fadiga podem ser mais incapacitantes que os mencionados acima. Também não costumam haver problemas de Identidade ou com Autoimagem mais frequentes que o habitual.

4. História de vida e História da Família

A história de vida dos pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline é marcante. Mais de 70% dessas pessoas tiveram pelo menos um evento traumático na infância.

É comum que tenham sido vítimas de negligência, abandono ou mesmo abuso/violência. Isso inclusive é uma das possíveis causas do adoecimento.

Os pacientes com transtorno afetivo bipolar não necessariamente têm história de vida com eventos traumáticos. Essa patologia tem mais relação com aspectos biológicos, genéticos e hereditários.

É comum que os familiares também tenham algum adoecimento psiquiátrico, como depressão, esquizofrenia ou próprio o transtorno bipolar. A história familiar é que chama mais atenção em geral.

5. Sintomas psicóticos

Os sintomas psicóticos podem ocorrer em ambos os transtornos, mas tem características diferentes. No transtorno afetivo bipolar esses sintomas acontecem nos episódios de mania ou depressão.

As alucinações em geral são auditivas, ou seja, as pessoas escutam vozes. Os delírios, crenças erradas sobre a realidade, podem acontecer.

Os mais comuns são os de grandeza (achar que é alguém muito importante, com riqueza ou poderes especiais por exemplo) durante a mania e o de ruína (como achar que alguma tragédia ou catástrofe vai acontecer) na depressão.

Delírios persecutórios (se sentir perseguido ou ameaçado) podem acontecer tanto na mania quanto na depressão.

Em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline os sintomas psicóticos em geral são mais fugazes e surgem como resposta à conflitos.

As alucinações podem ser auditivas ou visuais. Além de ouvir vozes, o indivíduo pode ter “visões”. Ideias de perseguição são frequentes, mas não chegam a formar um delírio, pois a pessoa mantem uma certa noção da realidade.

Essas são as principais diferenças entre esses dois transtornos. Espero ter ajudado a compreender melhor esses dois problemas tão complexos.

Você conhece alguém com algum desses problemas? Acha que pode ter algum deles? Ou que pode ter sido diagnosticado de forma incorreta?

Deixe abaixo seus comentários e dúvidas, ou ainda, agende uma consulta para amenizar o problema clicando aqui.

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