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O que é Transtorno de Personalidade: Saiba mais - Dr. Aníbal Okamoto

O que é Transtorno de Personalidade: Saiba mais

Escrito por Doutor Anibal em 14 de maio de 2020

Primeiro vamos falar um pouquinho sobre o que é Transtorno da Personalidade (TP) e depois aprofundaremos em transtorno da personalidade borderline.

Oi Pessoal,

Algumas pessoas, em especial pacientes e seus familiares, têm pedido para eu falar sobre o Transtorno da Personalidade Borderline (TPB). Por isso, vou iniciar uma série de textos sobre esse tema.

Vou escrever juntamente com uma grande amiga e profissional, a psicóloga Glacy Calassa, que trabalha comigo tanto no CAPS AD, quanto no consultório.

Atendemos e conduzimos um grupo em comum de pacientes com TPB, que fazem uso abusivo de álcool e outras drogas. A Glacy é uma profissional que gosto, respeito e admiro muito. Será um grande ganho ter ela comigo na discussão desse tema.

Primeiramente, vamos falar um pouquinho sobre o que é Transtorno da Personalidade (TP) e depois aprofundaremos em Transtorno de Personalidade Borderline.

Abordaremos sobre as características do transtorno e depois discutiremos sobre a importância do vínculo terapêutico, tratamentos e desafios encontrados na prática clínica.

Nesses textos chamarei os pacientes com esse transtorno de “Border”, designação que muitos deles preferem. Espero que gostem e acompanhem a gente por aqui.

Inicialmente, precisamos entender o que é personalidade. Costumamos dizer que personalidade é o “jeitão” de ser de cada um.

Por exemplo, se você conversar com uma mãe sobre seu filho ela vai dizer características e jeitos próprios que ele tinha desde que era bebê, traços que o acompanharam e permanecem com ele.

A personalidade é a interação entre os fatores genéticos e ambientais, o que é herdado e o que é adquirido formam o jeito único de ser, agir e perceber o mundo de cada um.

Existe uma “tendência” inata, que é o temperamento, que pode ser reforçada ou diminuída na interação com o ambiente, com as experiências de vida de cada um.

O que é inato e o que é adquirido interagem e se retroalimentam, formando o que somos. Compreendendo o que é personalidade, fica fácil passar para a etapa seguinte, compreender o que é Transtorno da Personalidade.

Nos transtornos da personalidade percebe-se um padrão de pensamento e comportamento disfuncional, desadaptativo e que causa sofrimento.

O DSM-5 – Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais 5.ª edição, afirma que o transtorno de personalidade é um padrão persistente de experiência interna e comportamento que se desvia acentuadamente das expectativas da cultura do indivíduo.

É aquela pessoa muito diferente, desde sempre, que faz coisas não esperadas, que destoam totalmente do que deveria ser feito.

Essa pessoa é resistente à mudança, mesmo com tratamento. Indivíduo com transtorno de personalidade tem uma alteração significativa em sua forma de perceber e interpretar a si mesmo, os outros e o mundo.

Uma forma peculiar que trará prejuízos em diversas áreas da vida.

É comum profissionais afirmarem que não gostam de atender esse tipo de transtorno por não responderem facilmente às intervenções.

São pacientes que irão mexer com o terapeuta, quebrar as regras, ao mesmo tempo em que exigem um forte vínculo terapêutico.

Gostaria que vocês ficassem com esse termo em mente “vínculo terapêutico”. Vou falar muito sobre ele, pois nenhuma intervenção será possível antes de trabalharmos esse vínculo.

Vamos falar da nossa experiência. No atendimento a pacientes usuários de álcool e outras drogas é grande a prevalência de transtorno de personalidade.

Então, é comum o psicólogo e psiquiatra que atua nessa área ter vários pacientes com esses transtornos. Nós gostamos muito de atender a esse grupo de pacientes.

Acreditamos que nos desafiam de forma positiva, uma vez que testam nossos limites, nos forçam a “pensar fora da caixinha” e a estar constantemente estudando e pesquisando.

Aprendemos e crescemos muito com cada paciente que chega até nós. Quando chega um paciente com esse diagnóstico, o crescimento é ainda maior, porque esse acompanhamento nos toca de uma forma muito pessoal.

Gostaríamos de dizer que estamos tendo muitos avanços e resultados positivos. Que o transtorno de personalidade, apesar de ser um caso mais difícil e complexo, não é um carimbo de fracasso.

Ao contrário, é um carimbo de que a dedicação precisa ser maior por parte da equipe multiprofissional. Alguns nos perguntam: é possível ter progresso com todos os tipos de transtorno de personalidade? Afirmamos que sim!

E fazemos isso baseados em estudos e evidências científicas. Atualmente existem inúmeras teorias e intervenções voltadas exclusivamente para esse público.

Existem profissionais e pesquisadores no mundo inteiro abordando o tema. As evidências mais recentes apontam favoravelmente para os seguintes tipos de abordagem: terapia focada em esquemas, terapia de mentalização, terapia dialética-comportamental e terapia focada na transferência.

Existem indícios positivos para outros tipos de psicoterapia também. Esses estudos ajudam a esclarecer e desmistificar esse tipo de transtorno.

Eu, Glacy Calassa, lembro que ainda em 2007, participei de uma Conferência sobre Terapia Cognitiva Com Pacientes Difíceis e Transtorno de Personalidade, com o Prof. Dr. Arthur Freeman (Professor de Psicologia na Universidade Governors State University, Illinois, e Psicólogo Chefe e Diretor de Treinamento no Sheridan Shores Care and Rehabilitation Center, Chicago, Illinois, EUA). Foi nessa conferência que me apaixonei por esses casos, por ver os resultados e as possibilidades.

Atualmente o DSM-5 descreve doze tipos diferentes de transtornos de personalidade, cada um tem diferentes características e deve receber tratamento específico.

Nessa série que iremos fazer abordaremos somente o transtorno de personalidade borderline, que será nosso tópico no post da semana que vem.

Antes de encerrar quero dizer que tudo que descrevemos aqui tem apenas o intuito de informar. Se você acredita que tem algum dos traços apresentados, é importante procurar um profissional habilitado e capacitado para essa finalidade.

Esse é um dos diagnósticos mais difíceis de serem feitos, pode levar meses e às vezes anos para que o indivíduo tenha um diagnóstico correto.

Por exemplo, eu, Aníbal, acompanhei uma paciente que estava recebendo tratamento há cerca de 20 anos para Transtorno Afetivo Bipolar, com pouco sucesso.

Apenas depois do diagnóstico e tratamento adequados é que ela teve uma melhora importante. Então, nada de dizer que você ou outra pessoa tem transtorno da personalidade, busque avaliação primeiro.

Caso precise de mais informações, clique aqui para conversar conosco.

Até o próximo post pessoal, se vocês gostaram curtam e compartilhem.

Aníbal Okamoto - Médico – CRM-DF 17.813

Glacy Calassa - Psicóloga – CRP 01/ 16290

CRM-DF 17.813
Acredita na importância da escuta acolhedora, do vínculo e da confiança como fios condutores do processo terapêutico.

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